Quase um terço dos pernambucanos ainda está indeciso sobre o voto para o Senado a menos de um mês das eleições. É o que mostra a pesquisa Quaest publicada no último dia 8 de setembro, revelando que 27% dos eleitores ainda não sabem em quem vão votar. Diante das urnas, os pernambucanos deverão escolher dois nomes para o cargo, em um pleito que vai renovar um terço da Casa.
O levantamento da Quaest também mostra que 18% dos eleitores vão apertar o botão “branco” ou “nulo” no dia 4 de outubro. Apesar do recuo de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, o cenário ainda revela que o Senado é um cargo negligenciado pelo eleitor. Os fatores são múltiplos, mas a falta de entendimento sobre a função parece pesar mais, como observa a cientista política Priscila Lapa.
Quanto aos 27% de indecisos, o professor da Universidade Federal do Piauí e cientista político Elton Gomes também enxerga o reiterado desinteresse e desconhecimento do eleitor médio sobre o papel do senador e os cargos legislativos. “O eleitor, não só o pernambucano, mas o eleitor brasileiro de modo geral, tem pouco entendimento e pouco interesse de fato pela atividade legislativa”, avalia.
A depender do estado ou do grupo político, apoiar ou ser de oposição ao governante pode ser um fator-chave para alcançar a vitória eleitoral. Em Pernambuco, não é diferente: há figuras que disputam o Senado e aparecem ligadas à própria governadora e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ou a João Campos e, no plano político nacional, ao lulopetismo. Essa capacidade de transferência existe e não é desprezível, mas não é o único fator que conta”, aponta Gomes.




