Ministro Gilmar Mendes mandou o MPPE encerrar investigação envolvendo três secretárias municipais e determinou a abertura de um inquérito pela PF sobre denúncia de monitoramento ilegal do chefe de Articulação Política e Social da prefeitura.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciaram sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o trancamento de uma investigação envolvendo três secretárias municipais.
O ministro também ordenou que a Polícia Federal apure o monitoramento supostamente ilegal do chefe de Articulação Política e Social do município, Gustavo Queiroz Monteiro, pela Polícia Civil
Os dois falaram sobre o assunto em vídeos publicados no Instagram, na noite do sábado (31). Raquel Lyra afirmou que “não existe por parte do governo de Pernambuco nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja”.
Na postagem, a governadora afirma que, sob seu comando, “nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso”.
“A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição de estado com autonomia e responsabilidade funcional. Ela não pertence e não serve a interesses políticos e jamais será instrumento de ninguém. Não é hora de distorcer fatos nem transformar um tema técnico em palco eleitoreiro”, declarou no vídeo.
Já o prefeito João Campos comentou sobre a parte da decisão do STF que determinou a abertura do inquérito sobre a atuação do que ele chamou de “polícia paralela” montada de forma “clandestina e criminosa” em Pernambuco.
“A Polícia Federal vai investigar a polícia paralela montada pelo governo do estado de Pernambuco. O Supremo Tribunal Federal acabou de determinar uma investigação a ser conduzida pela Polícia Federal depois que a imprensa nacional divulgou o que estava acontecendo de forma clandestina e criminosa em Pernambuco”, disse o prefeito.
João Campos classificou a situação como “inaceitável” e que “parte da Polícia Civil [está] sendo utilizada para fins eleitorais e políticos sem nenhum ato formal”.
“Parte da Polícia Civil sendo utilizada para fins eleitorais e políticos sem nenhum ato formal, sem B.O, sem inquérito, carro oficial da prefeitura sendo rastreado, servidores sendo seguidos, tudo de forma clandestina e criminosa. Isso é inaceitável”, afirmou.




