O prefeito João Campos, que voltou a visitar o Sertão do Pajeú esta semana – a região é a que mais concentra lideranças da Frente Popular no interior – minimizou, em entrevista, a força dos cerca de 150 prefeitos que apoiam a governadora Raquel Lyra. E adiantou: “eu tenho muito respeito aos prefeitos, até porque eu fui prefeito mas a gente sabe que não é isso que define eleição.
O apoio de lideranças a um projeto político só é efetivo se tiver conexão com o sentimento real do povo. A própria governadora ganhou a eleição tendo o apoio de oito prefeitos em todo o estado. Quando meu pai foi candidato lá atrás e ganhou a eleição eu acho que ele tinha algo em torno de 13 ou 15, e desses, 8 eu acho que eram do Pajeú.
Ele praticamente não tinha prefeito fora do Pajeú e ganhou a eleição. Eu tenho certeza que a gente vai construir uma caminhada vitoriosa nessa eleição’”.
Os exemplos da própria Raquel em 2022 e do pai Eduardo Campos foram citados por João Campos em meio à desconfiança existente entre os políticos pela falta de apoio de prefeitos a seu projeto político. Como se não bastassem os 70 prefeitos que, de uma só vez, ingressaram no PSD da governadora e defendem sua reeleição, o número chegou a 80 esta terça-feira com a inclusão de prefeitos do próprio PSB.
Os demais apoiadores de Raquel estão em outras legendas que fazem parte da base do Palácio do Campo das Princesas.
Apesar disso, o ex-prefeito do Recife vem conquistando os grupos de oposição nos municípios cujos prefeitos apoiam Raquel, daí a frase que ele citou afirmando que está construindo “a maior frente de oposição que já disputou uma eleição em Pernambuco”. Na verdade, a oposição municipal participa da eleição de governador com olho na eleição de prefeito.
forma, embora hajam exceções, dificilmente a oposição em um município apoia o mesmo candidato do prefeito para não perder o protagonismo dois anos depois. Os prefeitos eleitos em 2024 já escolhem agora o palanque onde vão estar em 2028 e a oposição procura o lado adversário, com o mesmo propósito.




