Governadora evitou comentar impasse sobre a chapa e aliados transformam abertura da Fenearte
A primeira agenda pública da governadora Raquel Lyra (PSD) após o início do período de defeso eleitoral foi a abertura da 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada nesta quarta-feira (8). Durante o evento, a gestora apareceu ao lado de dois nomes cotados para disputar uma vaga ao Senado em sua chapa nas eleições de 2026: o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, e, posteriormente, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD).
A movimentação ocorreu após a reunião entre Raquel Lyra, o presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, o presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, e os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Fernando Filho (União Brasil). O encontro teve como principal pauta o impasse sobre a indicação do nome da Federação União Progressista para compor a chapa majoritária da governadora ao Senado. A disputa envolve o deputado federal Eduardo da Fonte e Miguel Coelho.
Durante a Fenearte, Miguel Coelho afirmou que conduziu as negociações de forma transparente e defendeu que o Progressistas defina sua posição. Segundo ele, o prazo de 48 horas solicitado pelo partido para responder ao convite da governadora se encerra sem espaço para novos adiamentos.
Para Miguel, a ausência de uma resposta também representa um posicionamento político e autoriza Raquel Lyra a tomar uma decisão sobre a composição da chapa. “Deixa passar o prazo para saber o que é que vai fazer. Mas também, se não tiver resposta, é resposta. Você perde um tempo para pensar e não responde, o silêncio também é uma resposta”, declarou.
O dirigente do União Brasil afirmou ainda que cabe ao Progressistas decidir se permanecerá ou não no projeto político da governadora. “O PP vai dizer: ‘OK, estamos com você’ ou ‘Não estamos, vamos romper’. Porque, se não está com ela, vai romper. Não existe PP ficar com ela como aliado, mas sem a vaga. Existe uma coisa ou outra. Não cabe a gente opinar”, afirmou.
Também presente na abertura da feira, Túlio Gadêlha evitou entrar na disputa direta e disse que a decisão cabe exclusivamente à governadora.
Eduardo da Fonte não esteve na agenda. Também foi notado a ausência do senador e aliado da chefe do executivo estadual, também cogitado a uma da vagas, Fernando Dueire (PDS).
Palco político
Mesmo impedidos de realizar atos de campanha em razão do período de defeso eleitoral, aliados da governadora transformaram a abertura da Fenearte em uma demonstração de prestígio político.




