Brasília torna-se o epicentro de uma queda de braço federativa. Sob a liderança de Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), cerca de mil prefeitos desembarcam na capital para barrar o que chamam de “pautas-bomba” — projetos que criam despesas bilionárias sem indicar a origem das receitas.
A crítica central do movimento recai sobre a desconexão entre as decisões tomadas nos tapetes verdes do Congresso e a realidade operacional das prefeituras. Ao aprovar pisos salariais e novos encargos sem contrapartida, o Legislativo empurra os municípios para um abismo fiscal.
A presença confirmada de figuras como Hugo Motta (Câmara) e a articulação com Davi Alcolumbre (Senado) e Gleisi Hoffmann (SRI) indica que os gestores não aceitarão mais o papel de meros executores de dívidas federais.
A mobilização foca no enfraquecimento do pacto federativo. O estudo técnico que a CNM apresentará serve como um ultimato: ou Brasília interrompe a sanha arrecadatória e o repasse de custos, ou a gestão local, já fragilizada, entrará em colapso.
Ziulkoski é enfático: em ano eleitoral, a omissão não é uma opção; a sobrevivência das cidades depende de um freio imediato na irresponsabilidade fiscal de cima para baixo.




