Presidente diz que governo lutará pelo benefício aos trabalhadores
Durante a abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, na noite desta terça-feira (3), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu que o fim da escala 6×1, sem redução salarial, não quebrará o país:
“O estudo que o presidente Lula determinou para que fizéssemos no nosso ministério através do Ipea mostra: é possível, é plausível, é mais do que justo e, mais ainda, garante a dignidade para os trabalhadores e as trabalhadoras o fim da escala 6×1 sem redução salarial. Não vai quebrar o Brasil. Muito pelo contrário. O que falta apenas é boa vontade sentarmos à mesa.”
Sobre a proposta de redução da jornada de trabalho, o presente Lula afirmou que é preciso levar em conta a realidade de cada categoria, mas disse que o governo lutará em prol do benefício para os trabalhadores:
“Tanto será melhor para nós se o que sair for resultado de um acordo entre os empresários, os trabalhadores e o governo. O governo não vai fazer como antigamente, pender para um lado. Porque 30 anos atrás, 20 anos atrás, os empresários se utilizavam muito do peso da máquina do Estado para prejudicar os trabalhadores. Desta vez não vai acontecer. Nós não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores.”
Combate ao feminicídio
Seguindo uma bandeira do governo federal, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, anunciou o lançamento de uma campanha das centrais sindicais de combate ao feminicídio:
“Nós temos a obrigação moral de trabalhar para erradicar o feminicídio no Brasil. Devemos levar esse tema para os locais de trabalho; capacitar os trabalhadores para identificar e denunciar situações de risco, já que o feminicídio é resultado de um ciclo de violência que, muitas vezes, começa com agressões verbais ou com ciúme doentio. E capacitar os trabalhadores para identificar, denunciar a situação e apoiar a vítima é fundamental.”
A etapa nacional da II Conferência Nacional do Trabalho ocorre até 5 de março, em São Paulo. O encontro busca estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e a construção coletiva de políticas públicas.




