O presidente “gastou propostas”, pediu voto para chapa encabeçada por João Campos, disparou contra Mendonça Filho, acenou às mulheres, parecendo manter eventuais costuras futuras no radar
Os aliados já estavam cientes desde a véspera que o ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria que se encerrar pontualmente às 12h30, porque ele embarcaria para São Paulo. Ele começou a discursar, no trio elétrico, no Marco Zero, já perto das 12h10 e encerrou sua fala pouco depois das 12h30.
Avisou que estava “ferrado” de tanta agenda à vista na capital paulista, além de outras subsequentes. “Vou me despedir porque já estou, há uma semana, almoçando no avião”, pontuou.
Levou a tiracolo uma marmita de sarapatel, especialidade do irmão da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos. Ela mandou preparar porque o chefe do Planalto sempre pede. A passagem por Pernambuco não durou nem 24 horas. Mas foi tempo suficiente para Lula “gastar propostas”, como aliados tem definido o movimento mais recente da campanha, que consiste em reagir aos danos resultantes da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre as cartadas, o fim da atividade das bets. O líder-mor do PT já havia anunciado a intenção de proibir as plataformas em Maceió, mas, no Recife, cuidou de sustentar, ao lado de João Campos, um cartaz com a mensagem “Fim das bets!”. Escreveu a mão, na hora, em cima do carro aberto no qual se dirigiu ao trio, com ajuda do candidato a governador, que vem sendo criticado frequentemente pela adversária e governadora Raquel Lyra por ter reduzido a alíquota do ISS para as casas de apostas – de 5% para 2%.
No momento do ato, Raquel cumpria agenda no Sertão. Mas, na véspera, próximo ao horário em que o presidente desembarcava no Estado, ela tratou de gravar vídeo, sintonizando sua abordagem das bets à iniciativa do presidente.




