Reações ocorrem após o ministro suspender por 30 dias as visitas ao ex-presidente e restringir manifestações político-eleitorais
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o proibiu de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flávio classificou a decisão como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Segundo o senador, a medida representa uma “vingança” e busca “impedir uma eventual volta de um Bolsonaro à Presidência”. Flávio também afirmou que a decisão restringe direitos do pai, como receber familiares, se comunicar e escolher seus advogados.
Marinho também reagiu por meio de uma nota, na qual classificou a decisão como “extravagante, inusitada e sem precedentes”. Segundo o senador, as restrições impostas a Bolsonaro são incompatíveis com o Estado Democrático de Direito e representam um “silenciamento político”.
Ao comparar a situação de Bolsonaro com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso, Marinho afirmou que o petista recebeu visitas e divulgou manifestações políticas. Na nota, o senador também disse que as medidas não impedem o vínculo entre Bolsonaro e seus apoiadores e defendeu que a normalidade democrática será restabelecida quando o eleitor puder decidir livremente nas urnas.
Entenda a decisão de Moraes
Na sexta-feira (17), Alexandre de Moraes proibiu que Jair Bolsonaro receba visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026. O ministro também suspendeu, por 30 dias, o direito de visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária. Durante esse período, apenas médicos, fisioterapeutas e advogados continuam autorizados a visitá-lo.
Moraes também determinou que Bolsonaro não divulgue manifestos de conteúdo político-eleitoral nem permita que esse tipo de mensagem seja divulgado por terceiros, independentemente do meio utilizado.
De acordo com o ministro, as restrições foram impostas após Flávio Bolsonaro publicar nas redes sociais uma carta escrita à mão pelo ex-presidente. Para Moraes, a divulgação descumpriu as condições estabelecidas para a prisão domiciliar.




