Contraponto ao Grito da Independência aconteceu em mais de 50 cidades
As mobilizações da edição de número 32 do Grito dos Excluídos tomaram as ruas de mais de 50 cidades do país neste 7 de setembro.
Na capital paulista, os protestos ocorreram na Praça da Sé, pela manhã, com a participação de movimentos sociais e populares, sindicatos, pastorais, igrejas e entidades ligadas aos direitos humanos e a à justiça social.
Entre as principais reivindicações, o direito à moradia digna, à terra e o combate ao feminicídio. O ato também abordou o fim da escala 6×1, a defesa da paz e da soberania nacional. Miriam Hermógenes, da Central de Movimentos Populares, explica o que significa liberdade para os integrantes da manifestação.
“A gente diz que a liberdade só será plena onde a gente não tiver mais populações em situação de rua, não tiver um déficit de habitação tão grande, uma sociedade com emprego tão precarizado e com as várias desigualdades.“
Em Brasília, a concentração foi na Praça Zumbi dos Palmares, perto da Esplanada dos Ministérios. No Rio de Janeiro, a multidão marchou pela Avenida Presidente Vargas no centro. Em Fortaleza, o ato teve início na Praça do Conjunto Tamandaré. No Recife, a manifestação percorreu o Pátio do Carmo. Em Manaus, o Grito aconteceu no Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com feira de economia popular. Em Porto Alegre, os manifestantes marcharam pelas ruas do centro histórico; e, em Cuiabá, o ato foi na Praça Ipiranga.
Análogo à esccravidão
O Grito dos Excluídos deste ano destaca que a falta de garantia de acesso à terra leva ao ciclo do trabalho análogo à escravidão no campo e na cidade. Dados da Comissão Pastoral da Terra apontam que, no ano passado, quase 2 mil pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão em áreas rurais e cerca de mil foram libertadas no cenário urbano.
Contraponto
O ato teve origem em uma reunião da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e acontece no feriado de 7 de setembro desde 1995, em contraponto ao Grito da Independência proclamado pelo príncipe D. Pedro, com a ideia de dar voz ao grito das pessoas que mais sofrem com a desigualdade social.




