A procura por terras na Chapada do Araripe para expansão do cultivo de milho e soja ganhou força nos últimos meses e começa a atrair produtores de diferentes regiões do país. Depois da chegada de agricultores vindos do Mato Grosso do Sul, Goiás e do Agreste pernambucano, novos investidores seguem negociando áreas entre Pernambuco e Ceará, impulsionados pelo baixo custo das terras, pelas características favoráveis do solo e pela proximidade de grandes mercados consumidores.
O movimento reforça o potencial do Araripe como uma nova fronteira agrícola do Nordeste, tema abordado pelo Movimento Econômico na semana passada, e evidencia que o interesse pelo território continua em expansão.
Além da movimentação imobiliária, os primeiros investimentos já começam a aparecer nas estatísticas oficiais. Dados da Matriz de Dados do Crédito Rural, do Banco Central, mostram que, em 2025, o Ceará registrou quatro operações de financiamento para soja, totalizando R$ 6 milhões, e outras seis operações para milho, que somaram R$ 12,7 milhões.
Em Pernambuco, foram contratadas nove operações de crédito para produção de milho, no valor de R$ 9 milhões. Embora os registros não identifiquem os municípios beneficiados, o avanço do interesse pela Chapada coincide com a expansão dos investimentos privados na região.




