CNJ colheu nesta segunda (9) o depoimento de outra vítima que alega ter sido importunada por Buzzi
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou a ser alvo de uma nova denúncia na sindicância aberta para investigá-lo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por acusações de assédio sexual.
Na última semana, Buzzi havia sido acusado de importunar sexualmente uma jovem de 18 anos no início do ano em uma praia no litoral de Santa Catarina.
Nesta segunda-feira (9), houve um novo depoimento de outra mulher que também alega ter sido assediada pelo ministro.
O CNJ informou que colheu o depoimento de “possível vítima de fatos análogos àqueles que são objeto de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos”.
A Coluna da Basília, do SBT News, apurou que a segunda denúncia foi apresentada por uma servidora do STJ que atuaria no gabinete de um dos magistrados.
Toda a investigação tramita em sigilo, e a identidade de ambas as vítimas não foi revelada.
Afastamento de Buzzi
Na noite de quarta (4), após a publicação do caso pela revista Veja, Buzzi, de 68 anos, apresentou licença médica de 10 dias e foi internado no Hospital DF Star, em Brasília.
O hospital informou que o ministro deu entrada com quadro com sintomas de palpitação e precordialgia (dor no peito) e não tem previsão de alta. Ele tem histórico de problemas cardíacos e fez operações recentes para colocar um marca-passo e stents no coração.
Em geral, a sindicância tem prazo de 30 dias, que podem ser prorrogados por mais 30. A punição mais severa prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional é a aposentadoria compulsória. Nesse caso, o ministro deixaria o STJ, mas receberia proventos proporcionais ao tempo de serviço.
Ainda não há data certa para que Buzzi preste seu depoimento na sindicância. A expectativa é que isso ocorra após o término da licença médica, que pode ser estendida a depender do quadro de saúde do ministro.




