Grupo de João Campos impôs reveses que fragilizam base da governadora
Na última semana, a Frente Popular deu dois reveses diretos na base aliada da governadora Raquel Lyra (PSD): a reconquista dos apoios das Federações PSDB/Cidadania e PRD/Solidariedade.
Em convenção na última sexta-feira (31), aliados de Raquel Lyra na Federação PSDB/Cidadania aprovaram o apoio à reeleição da gestora estadual, mas o grupo governista já foi destituído e o ex-secretário Nilton Mota assumiu o posto. Falta só o registro estar disponível no sistema da Justiça Eleitoral para reverter o resultado.
A possibilidade de reação do grupo aliado de Raquel não está descartada, mas também não importa. O tempo de guia eleitoral e estrutura do partido já foram retirados da gestora. Se tudo isso vier para a base de João Campos, é só o lucro.
No mesmo sentido, a divisão na federação União Progressista é vista como outro ponto que fragiliza a governadora na véspera da eleição.
A leitura de uma fonte socialista em reserva é de que a gestora foi pragmática na escolha do presidente do bloco em Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP), para o Senado, mas acabou perdendo o grupo dos Coelho
E os sinais de fragmentação já começam a aparecer. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) fez o gesto de oferecer a sua primeira suplência ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).
Neste sábado, o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), manifestou apoio a João Campos na convenç Mesmo que João não ganhe o apoio de Miguel ou que a disputa pela federação PSDB/Cidadania vire uma batalha jurídica.
A lógica da Frente Popular é a mesma: a gente pode não ganhar, mas quem perde é Raquel.ão da Frente Popular. Miguel Coelho estava ciente do movimento do aliado.




