Segundo Banco Central, são mais de 920 milhões de chaves cadastradas
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (10) o balanço de cinco anos do Pix, sistema de pagamentos instantâneos, que hoje já é usado por 86% dos brasileiros.

Segundo o relatório, o Pix registrou, em 2025, quase 80 bilhões de transações, com volume recorde de mais de R$ 35 trilhões movimentados, um crescimento de 33,6% em relação a 2024. Atualmente, são mais de 920 milhões de chaves cadastradas, pertencentes a 162 milhões de pessoas e quase 16 milhões de empresas.
Nos próximos meses, o Banco Central deve anunciar novas funcionalidades para o Pix. Uma delas está prevista para novembro. A partir dessa data, torna-se obrigatória a ‘Cobrança Híbrida’, que permite o pagamento tanto pelo código de barras do boleto quanto pelo QR Code do Pix. Também é esperada a criação do ‘Pix para duplicatas’, título de crédito comum entre empresas, que passará a ser quitado diretamente pela ferramenta.
Outra funcionalidade é o chamado ‘split tributário’, mecanismo que vai permitir recolher, no momento da compra, os novos tributos da reforma tributária diretamente pelo Pix, como a CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços, sendo paga em tempo real a partir de 2027.
Para os próximos anos, o Banco Central também trabalha no ‘Pix internacional’, que deve interligar os sistemas de pagamentos entre países; o ‘Pix em garantia’, uma linha de crédito consignado para autônomos, que usa transferências futuras como garantia de empréstimos; e o ‘Pix por aproximação offline’, que vai permitir pagamentos por aproximação, como já ocorre com cartões, mesmo sem o celular estar conectado à internet.
O Banco Central, porém, não estabeleceu prazo para regulamentar o ‘Pix parcelado’, modalidade já oferecida por bancos, mas sem regras unificadas — o que poderia baratear os juros para cerca de 60 milhões de brasileiros sem acesso a cartão de crédito.
O relatório aponta ainda que a instituição discute, junto ao mercado financeiro, dois pontos sensíveis: o uso indevido do campo de mensagens do Pix para ameaças e cobranças abusivas, e a padronização dos alertas de golpe emitidos pelos bancos no momento das transações.




