A saúde pública de Pernambuco se transformou, nesta terça-feira (26), em mais um eixo do embate político entre a oposição liderada pelo PSB e o governo Raquel Lyra (PSD).
Em coletiva na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputados estaduais do PSB apresentaram um relatório com denúncias sobre superlotação, redução de leitos, problemas estruturais e fechamento de unidades da rede estadual.
Horas depois, durante agenda no Hospital Otávio de Freitas, no Recife, a governadora Raquel Lyra rebateu as críticas, negou cortes na saúde e afirmou que sua gestão realiza “obra séria” e promove “o maior investimento da história” da rede pública pernambucana.
Batizado de “Saúde de Fachada: realidade do atendimento em PE”, o documento produzido pela oposição reúne registros de visitas técnicas, imagens, laudos e dados orçamentários sobre hospitais estaduais.
Os parlamentares afirmam que a rede enfrenta perda de leitos, redução proporcional de investimentos, fechamento de unidades e precariedade estrutural em hospitais de referência.
À tarde, durante entrega da requalificação do bloco cirúrgico ambulatorial do Hospital Otávio de Freitas, Raquel Lyra respondeu diretamente às denúncias apresentadas pelos deputados.
“Tudo que a gente for falar sobre saúde pública é bom ter muita responsabilidade, porque, de fato, quando a gente assumiu o governo em 2023, a saúde pública estava sucateada. O abandono que aconteceu ao longo do tempo não aconteceu em dois, três anos. Foram anos sem sequer ter contrato de manutenção”, afirmou.
Questionada sobre a acusação de redução de R$ 1,5 bilhão no orçamento da saúde, a governadora negou cortes.
“Não houve redução”, declarou a governadora.
Raquel também reagiu à narrativa construída pela oposição em torno de supostas “obras de fachada” nos hospitais estaduais.
“Não estamos fazendo discurso, não estamos fazendo obra de fachada. Nós estamos fazendo obra séria”, disse.




