Presidente compartilhou imagens saudando as 4 escolas que desfilaram no domingo; oposição vê propaganda antecipada em homenagem da Acadêmicos de Niterói
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compartilhou em suas redes sociais trechos de sua participação na primeira noite de desfiles do Carnaval do Rio, no domingo (15). Ele ignorou as críticas da oposição, que viram abuso de poder político e propaganda eleitoral antecipada no desfile em homenagem a Lula realizado pela Acadêmicos de Niterói.
O petista e ministros de Estado foram desaconselhados a desfilar pela agremiação por conta do risco de esbarrar na legislação eleitoral. Dessa forma, Lula acompanhou as apresentações do camarote da Prefeitura do Rio e desceu rapidamente para beijar as bandeiras e conversar com integrantes das quatro escolas a passar pela avenida – além da Acadêmicos, também Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira.
Antes, o petista já havia passado no sábado (14) pelos dois circuitos mais badalados do Carnaval: o Galo da Madrugada, em Recife (PE), com o prefeito João Campos (PSB) e a governadora Raquel Lyra, potenciais adversários em outubro; e no Campo Grande, em Salvador (BA), com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e outros aliados no estado.
Críticas, acusações e resposta do governo
O desfile da Acadêmicos de Niterói virou alvo de críticas da oposição pelo enredo com trechos que remontam ao jingle clássico de Lula e por referências pejorativas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como um preso vestido de palhaço. Houve ainda uma ala com componentes usando a estrela vermelha do PT e outra representando conservadores e evangélicos em latas de conserva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile por ataques ao seu pai e “à família”.
Já o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, disse em entrevista ao SBT News que entrará com uma ação para cassar o registro da candidatura de Lula por abuso de poder político e econômico em agosto. Se aceita pelo TSE, essa medida tornaria o petista inelegível.
Em resposta às críticas e ações contrárias ao desfile da Acadêmicos de Niterói, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou uma nota no início da noite desta segunda-feira (16). O texto ressalta que “não houve qualquer ingerência do Governo na escolha e desenvolvimento do enredo citado ou de qualquer outra escola”. A nota também lembra que não houve decisão judicial – tanto na Justiça federal como na esfera eleitoral – que impedisse a realização do desfile.




