Especialistas analisam efeitos do conflito no Oriente Médio
Exatos três anos atrás, os ataques liderados pelo Hamas promoveram um massacre contra judeus em Israel. Resultado: 1,2 mil mortes em um único dia. Apesar da dimensão da tragédia, segundo especialistas ouvidos pela Rádio Nacional, infelizmente esse episódio se desdobraria em outras tragédias humanitárias no Oriente Médio.

Além das mortes, os ataques do Hamas também fizeram 251 reféns, muitos deles mortos no cativeiro. A ação deflagrou um confronto de larga escala que transformou o cenário geopolítico e a situação humanitária na região.
Ao todo, 74 mil palestinos morreram na Faixa de Gaza, mortos pela represália israelense. E dois milhões de pessoas vivem hoje em condições de risco humanitário, em pouco mais de um terço do que era o território.
Segundo o professor de relações internacionais Williams da Silva Gonçalves, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a reação militar consolidou o poder da extrema-direita em Israel no projeto de eliminar a possibilidade de um Estado palestino.
O marco de três anos dos ataques do Hamas acontece 20 dias antes das eleições gerais em Israel, vistas como um referendo sobre o governo Benjamin Netanyahu




