Faixa etária teve 60% de abstenção no pleito de 2022, aponta TSE
Neste 1º de outubro, é celebrado o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, instituído pela ONU em 1990. No Brasil, a data também marca a publicação do Estatuto da Pessoa Idosa, lei de 2003 que garante uma série de direitos para pessoas a partir dos 60 anos, como, por exemplo, o atendimento preferencial na fila de votação no próximo domingo (4).

O Estatuto da Pessoa Idosa garante prioridade máxima para pessoas com mais de 80 anos na hora de votar. Lembrando que, a partir dos 70 anos, o voto é facultativo. Essa faixa etária representa mais de 10% dos eleitores do país: do total de 158 milhões de pessoas, 17 milhões têm 70 anos ou mais. Um número que poderia definir o resultado das eleições.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo 70+ teve 60% de abstenção nas eleições gerais em 2022, a maior taxa entre todas as idades.
Para a socióloga Eliana Magalhães Graça, a falta de participação dos idosos nas urnas faz parte de um contexto maior, que passa pela reflexão sobre o lugar que os mais velhos ocupam na sociedade.
Dados do último censo do IBGE mostram o avanço no envelhecimento da população: no ano 2000, idosos representavam pouco mais de 8% dos brasileiros. Em 2022, esse número praticamente dobrou e chegou a 15%.
Prova de vida
A ida dos aposentados e pensionistas do INSS às urnas no próximo domingo também pode servir como prova de vida. No entanto, é importante esclarecer que deixar de votar não bloqueia ou suspende o benefício. A convocação para a prova de vida só é feita quando não é possível confirmar, por outras fontes, que o cidadão está vivo.




