O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não vai criar obstáculos para que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continue exercendo o mandato e recebendo o salário de R$ 46.366,19 por mês, mesmo depois de o senador deixar o país sem avisar ninguém. Flávio foi para Miami, nos Estados Unidos, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou que ele entregasse os passaportes no dia seguinte à derrota nas urnas.
A decisão foi revelada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. Por trás do discurso de defesa das regras do Senado, há uma conta eleitoral: Alcolumbre quer se reeleger presidente da Casa e precisa dos votos do PL.
lávio Bolsonaro vota a distância, dos Estados Unidos
Alcolumbre vai deixar Flávio Bolsonaro participar virtualmente das sessões semipresenciais do Senado e registrar seus votos normalmente. O senador já fez isso na última terça-feira (3), quando votou a favor da PEC da Segurança Pública de Miami. Alcolumbre autorizou a participação remota em caráter excepcional.
O entorno do presidente do Senado diz que ele está apenas defendendo as prerrogativas dos parlamentares, ou seja, os direitos que todo senador tem para exercer o cargo. “Alcolumbre defende as prerrogativas dos senadores, independentemente de ser esquerda ou direita”, disse um aliado do presidente da Casa ao Metrópoles. “Se ele saiu do país, fugiu, ou se autoexilou, não importa. Ele é um senador, não há processo de cassação contra ele nem decisão judicial que o impeça de exercer o mandato.”




