Volume mais que dobra o registrado no mesmo período da disputa entre Lula e Jair Bolsonaro em 2022
A pré-campanha presidencial de 2026 já é marcada por uma intensa batalha nos tribunais. Levantamento obtido pelo SBT News mostra que, até esta quarta-feira (30), a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, ajuizou 81 ações contra o grupo de Flávio Bolsonaro. Em sentido contrário, o grupo do candidato do PL apresentou 34 ações contra Lula, o PT e aliados.
Ao todo, os dois lados já protagonizam 115 ações judiciais antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral.
O volume representa uma escalada da judicialização da disputa eleitoral. No mesmo período da corrida presidencial de 2022, quando Lula enfrentava Jair Bolsonaro, haviam sido registradas cerca de 60 ações durante a fase de pré-candidatura.
O número atual praticamente dobra esse patamar e evidencia que a estratégia jurídica passou a ocupar espaço central na disputa entre os dois principais grupos políticos.
Das 115 ações, 81, o equivalente a 70,4%, foram apresentadas pela Federação Brasil da Esperança contra o grupo de Flávio Bolsonaro.
Os outros 34 processos, ou 29,6%, partiram do grupo do candidato do PL contra Lula, o PT e a federação.
As representações propostas pela Federação Brasil da Esperança concentram-se principalmente em acusações de propaganda eleitoral antecipada, propaganda negativa, uso de inteligência artificial e deepfakes, impulsionamento irregular de conteúdo e pedidos antecipados de voto
Entre os casos, estão ações contra vídeos produzidos com inteligência artificial durante o Carnaval, montagens que retratam Lula como presidiário, conteúdos que associam o presidente ao PCC e ao Comando Vermelho, deepfakes envolvendo aliados de Flávio Bolsonaro e publicações consideradas desinformativas em redes sociais. Também há questionamentos sobre outdoors, entrevistas, discursos e eventos públicos.
Já as ações movidas pelo grupo de Flávio Bolsonaro têm como foco principal a atuação institucional do governo federal.
Os processos questionam discursos de Lula em eventos públicos, inaugurações de obras, pronunciamentos em cadeia nacional, entrevistas concedidas no Palácio do Planalto, impulsionamento de vídeos nas redes sociais e suposto uso da máquina pública para fins eleitorais.
Também há ações envolvendo publicidade institucional, programas do governo, conteúdos sobre combustíveis, Pix, tarifas impostas pelos Estados Unidos e publicações da primeira-dama Janja.




