Pesquisa Folha/IPESPE revela que governadora lidera no Interior e João está à frente no Recife
A disputa pelo governo de Pernambuco em 2026 passa pelo equilíbrio de força política entre a Região Metropolitana do Recife (RMR) e o interior do estado. Pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) mostra um cenário dividido: enquanto a governadora e pré-candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) aparece à frente no interior, com 56% das intenções de voto; o pré-candidato pela oposição João Campos (PSB) lidera na Região Metropolitana, com 53%.
O recorte regional ganha relevância diante dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que apontam que 41,7% do eleitorado pernambucano está concentrado na Região Metropolitana, enquanto Agreste e Sertão representam 25% e 18%, respectivamente.
No cenário geral estimulado, a pesquisa aponta uma disputa equilibrada entre os dois principais nomes da corrida estadual. Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos soma 44%. Neste cenário, a disputa regional ganha mais peso.
Além das bases
Para especialistas ouvidos pela reportagem, os números mostram que a corrida por votos deve ser definida pela capacidade dos candidatos de ampliar suas bases eleitorais para além das regiões onde possuem maior força política.
Segundo a cientista política Priscila Lapa, a divisão entre capital e interior é uma característica histórica das eleições para governador em Pernambuco, mas o crescimento do peso eleitoral da Região Metropolitana modificou a dinâmica das disputas.
Na avaliação do cientista político, Raquel Lyra buscou ampliar sua presença na Região Metropolitana sem abandonar sua principal base política, o interior.
Enquanto isso, João Campos enfrenta o desafio de transformar a força política construída no Recife em uma presença mais ampla no interior. Para Gomes, a diferença entre as estruturas dos cargos ocupados pelos dois pré-candidatos pesa na formação dessas bases.




